sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Autocarro de emoções

E assim do nada entraste pela minha vida a dentro... assim do nada deixei-te entrar!
O autocarro veio e trouxe emoções, sensações e sentimentos inesperados. Trouxe conversas sem fim e um sem fim de inícios.
A leve sensação de te conhecer há tanto tempo...Coincidências despercebidas e desencontros perdidos no tempo que estavam mesmo ali, à nossa frente, mas andávamos em caminhos diferentes, lutas se calhar semelhantes ! Agora fazem parte de um começo. Juntas fizeram a nossa história acontecer.

Num processo de mudança, de alguma forma forçada, mas pretendida (sem dúvida), e rodeada de obstáculos criados por mim, conseguiste chegar até mim e sem grande esforço... Foi natural, diferente, especial. Dei-te... dei-me uma oportunidade ... Fui atrás desta vontade gigante de te conhecer e desta vez não recuei.
Vi-te ao longe e senti um nervosismo. Ouvi a tua voz e apaixonei-me. Discursaste e fiquei ainda mais apaixonada pela tua sapiência, inteligência, maturidade. Sorriste ... sorri... !

E agora? Agora não quero lagar-te. Quero fazer tanta coisa contigo, conhecer o teu mundo e quero dar-te a conhecer o meu. Quero dar, dar muito! Quero fazer-te feliz, quero que me faças feliz. Sim, quero aprender a cozinhar contigo e correr ao teu lado e fazer uma centena de outras coisas,e muitas tão simples... E não está a felicidade no mais simples de cada coisa?
Quero ser a tua musa, a tua paixão! É assustador, sim é, mas estou orgulhosa de mim, de ter arriscado. Quero continuar a correr este risco porque me faz tão bem!


"E mostra-me que sentes o mesmo que eu em relação ao dar...
E faz-me acreditar que também dás sem esperar nada em troca...
E faz-me acreditar que compreendes o quanto "só" receber é tão difícil..."




terça-feira, 18 de setembro de 2012

"Impossível é não Viver"

"Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho. 

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos. 

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram. 

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos. 

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz. " (José Luís Peixoto, in 'Abraço' )

Cansada do dia de trabalho. A um mês da minha viagem. A minutos da minha série  "Revenge" .  Sempre a correr, sempre em busca de algo... And:


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Helena Sacadura Cabral diz tudo !


"- Vivemos em democracia?
- Vivemos
- Os governantes foram legalmente eleitos?
- Foram
- Foi o povo que os escolheu?
- Foi
- Há dinheiro?
- Há. Mas mal distribuído
- Porquê?
- Porque o muito está nas mãos de poucos e o pouco está nas   mãos de muitos.
- E o desemprego?
- Tem vindo a aumentar
- E a Justiça?
- Demora muito
- E o deputados não fazem nada?
- Dizem que sim. Mas cada grupo toca a sua música e ninguém se entende
- E os velhos?
- Estão cada vez mais velhos
- E os novos?
- Nascem cada vez menos
- E o ensino?
- Sabe-se pouco
- Têm dívidas?
- Todos têm. O Estado porque gasta demais e não tem coragem de meter na ordem as PPP, a banca porque faz negócio com o dinheiro dos clientes e estes estão a diminuir, as famílias porque não têm dinheiro nem emprego e precisam de comer.
- Mas isso é democracia?
- Dizem que sim.
- Ah! Já sei, É a nova democracia. A do sofrimento!"

domingo, 9 de setembro de 2012

A horas dos 30... eu já...

Eu já corri 1 hora sem parar. Eu já te quis encostar à parede e não te deixar fugir. Eu já mandei à merda pessoas importantes. Eu já fui magoada a sério. Eu já não aceitei desculpas e já implorei que me desculpassem. Eu já me senti absolutamente feliz. Eu já me senti sem vontade de viver. Eu já li sinais que se calhar só eu via e achei que eram uma grande coisa. Eu já tive saudades que doem. EU já ri às gargalhadas com um filme e já chorei com um também. Eu já disse "nunca mais" e refiz o que não era suposto. Eu já revelei um segredo meu. Eu já me arrependi de não ter feito o que devia ter feito. Eu já me esqueci da minha morada. Eu já implorei para não ter uma aula e não tive mesmo. Eu já detestei história. Eu já corri à chuva. Eu já tive orgulho próprio. Eu já caí de bicicleta e esfolei-me toda! Eu já me senti "a outra". Eu já chorei por não aguentar ouvir uma música. Eu já me senti segura num braço, muitas vezes, eu já segurei vela (you know what i mean). Eu já tive uma apaixoneta por um monitor. Eu já perdi alguém que gostava muito. Eu já fiquei bêbeda e já fui má como as cobras. Eu já fui picada por uma abelha e já fiz figuras tristes num karaoke. Eu já me fingi de doente para não sair de casa. Eu já adormeci ao colo de uma pessoa... 

And so what? Is just what i am !