segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

2012


Balanço do Ano ?

Desemprego;
Desilusões e mentiras;
Portas fechadas... e Portas que se abrem;
Amizades que renascem, outras que desaparecem e ainda as que surgem;
Relações ... ou ralações?  
Auto-estima: desconheço ainda!
Amor: aqui e ali, em situações, em gestos, em pessoas;
Parceiro: não sou fácil de aturar, eu própria não me aturo!
Jogo: continua o “toque e foge” ou o “se calhar agora já não me apetece”
Doença: o passado está a voltar...não posso deixar que se torne o presente!
Cumplicidade: a minha irmã;
Sonho: todos os dias... Pesadelos algumas horas;
Decisões e indecisões: o prato do dia e serve-se frio!
Amesterdão: ida de sonho, regresso inesperado!
“És uma excelente pessoa, há poucas como tu” : a frase que agradeço que não me voltem a dedicar!
Arrependimento: sim, sem dúvida!
Risco: sim, também, alguns bem valeram a pena, mesmo que sem sucesso;
Felicidade: oh sim, vou sendo feliz enquanto tento encontrar-te;
Criança: cada vez mais... devia ganhar juízo!
Saudades: muitas

O meu balanço continua a ser positivo. De tudo o que correu mal, tirei uma lição; de tudo o que correu bem, ganhei forças !


Apetece-te ? Faz, vai atrás, corre para : é o meu projecto para 2013 !



Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espectáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis. (Fernando Pessoa)

P.S. Sim, ainda faltam uns dias para 2013, mas era agora a hora certa, pressenti ... 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um sorriso nos lábios e ninguém vê a cor do coração!


"Eu vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
e no seu lugar
vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
da minha pele
Tirar seu cheiro
dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
do meu pensamento
sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
a qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu decidi ficar !


"havia duas maneiras de partir: 
uma era ir embora, 
outra era enlouquecer"

Mia Couto




Eu decidi ficar.  Adeus Madrid!

Um mês desgastante: entrevista uma vez por semana com uma troca constante de “chip” linguístico e de entrevistadores; de coração partido, mas com força para seguir em frente (ou um pretexto para esquecer tudo o resto), acabou com uma ida à cidade espanhola para a derradeira prova final.

Quis o destino (chamemos assim) que o contrato não me fosse apresentado nesse dia, nessa hora; não assinei então o meu “passaporte de ida com regresso indefinido”!

Quis o destino (chamemos assim) que na manhã da entrevista final tivesse um email na minha caixa de correio, aquele “email”, aquela “convocatória” que sempre tive esperança de receber um dia. E agora ?!
Regresso a Lisboa com o tal email na cabeça. Ainda sem contrato assinado, mas com a certeza que daqui a uns dias estaria a trabalhar : Que fazer? E agora? Mais uma decisão a tomar... Passo a vida nisto: tudo ou nada!

A esta hora já estaria a fazer as malas, a encaixotar um sem fim de “tralhas”.  A esta hora já teria a papelada pronta e uma casa pronta a ser ocupada por outra pessoa, conhecida, desconhecida, não sei, alguém! Mas não, não foi essa a minha decisão! Decidi ficar, decidi não partir!

Foram uns dias complicados, de alguma “apatia”. Não me lembro muito bem do que andei a fazer, do que disse em algumas situações, sem qualquer atenção... Longe de tudo apenas!
Doía-me, um sentimento que andava perdido e que desconhecia. Queria falar, mas não sabia bem o quê; queria escrever, sem saber bem o quê e o porquê, escrevia apenas umas quantas linhas para dar trabalho à minha desatenção. Bastava ter um papel branco para rabiscar qualquer coisa, em forma de palavras, frases ou simplesmente em forma de uns traços, fazendo lembrar alguém que tinha acabado de passar pela frente... e dava-me por satisfeita !

E a decisão foi tomada. E pergunto: E agora ? 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Saudade..."O mesmo"

(...)

Sossega, coração inútil, sossega! 
Sossega, porque nada há que esperar, 
E por isso nada que desesperar também... 
Sossega... Por cima do muro da quinta 
Sobe longínquo o olival alheio. 
Assim na infância vi outro que não era este: 
Não sei se foram os mesmos olhos da mesma alma que o viram. 
Adiamos tudo, até que a morte chegue. 
Adiamos tudo e o entendimento de tudo, 
Com um cansaço antecipado de tudo, 
Com uma saudade prognóstica e vazia. 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Roller coaster = Life


Life changes every minute of everyday. 
You lose friends. 
You gain friends. 
You realize your friend wasn’t ever really your friend and the person you used to hate can make a really good friend. 
You look for love. 
You find love. 
You lose love. 
You realize all along that you’ve been loved. 
You laugh. 
You cry. 
You laugh so hard that you cry.
You do this, you do that.
You really wish you hadn’t done that.
You then learn from that and you’re glad that you did.
You have your ups.
You have your downs.
You see good movies.
You see bad movies.
You wonder if your life is just a big movie.
You look at others and wish you were them.
You then realize who they are and glad that you’re you.
You love life.
You hate life.

In the end you just find yourself happy to be living life, no matter what’s being thrown at you

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

Areia molhada e fria combina com bebida quente!

Dias intensos têm passado. Inquietude em mim. Tento dar respostas a mim mesma: será que existem respostas? Provavelmente tinha que ser assim e pronto, não há que pensar muito...
Fica a vontade, o sonho, o desejo, a falta...

Em busca de um novo "porto". Espero que o meu país tenha um lugar para mim... Até encontrá-lo, vou aproveitando o bom que tem a vida: praia, amigos, uma boa conversa... Não preciso de muito para ser feliz, basta acreditar, basta querer sê-lo, sem medos!

Hoje foi assim, na praia e com chuva: fui feliz!


One smile today!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Noites frias voltaram!


Noite fria, apenas o som da chuva lá fora e o vento a bater na janela. Aproxima-te de mim e envolve-me no teu abraço forte. Dá-me o teu calor. Preciso! Percorre as tuas mãos pelo meu corpo, é teu! Enche-me de beijos, toca-me no pescoço e faz-me arrepiar da cabeça aos pés. Dois corpos apaixonados envolvidos, trocando carícias, gestos tão naturais, fecho os olhos por instantes e deixo-me levar... Adormece e acorda comigo, perde-te comigo. E será que adormecemos? Talvez, cansados, mas de sorriso nos lábios!

Borboletas na barriga, corpo dormente, respiração ofegante -  “É a intimidade e por isso é vivida a campo aberto, é a luz e por isso é vivida na escuridão, é a entrega e por isso se dá.

Envolve-me, faz-me esquecer a solidão na tua ausência!


sábado, 27 de outubro de 2012

10 Things Successful People Do Differently

Enquanto a falta de motivação e gosto persiste nestas 6 horas de trabalho, resta-me ler...

Entre um cliente ou outro que entra por aquela porta a dentro, normalmente a correr e em busca de uma rápida resposta (o que lamento, pois rapidez de resposta ainda não é comigo), depois de uns quantos blogs e noticias (e muita risota disfarçada na cara pelo meio), acabei por encontrar este texto que vai ao encontro do meu problema neste momento: Born to be what? (not wild for sure!) Born to do what? E é isto... aos 30 anos!
Não creio que seja uma má idade, de todo, até tem sido uma nova e boa etapa, de muita mudança e algum conhecimento a meu respeito. No entanto, não tem sido fácil remar contra a maré.
E agora, vou em busca de algo que me preencha ou continuo onde estou porque tenho responsabilidades? Pago as contas e ando insatisfeita e triste ou vou procurar o que me realiza, tentando arranjar alternativas para pagar as "facturas"? Não me parece que a vida seja só isso, pagar contas!! Não ando aqui para ver o tempo passar! Não nasci para isto! E lá vou eu parar ao "tempo", sempre o "tempo". E será que o "tempo" tem sempre que me controlar ? Não poderei eu controlá-lo de vez em quando? Hey, Sr. Tempo dá-me licença ?!

Enfim, fica o texto, pode ser que interesse a mais alguém, acho que, infelizmente, não é apenas um problema meu:

Why have you been so successful in reaching some of your goals, but not others? If you aren’t sure, you are far from alone in your confusion. It turns out that even brilliant, highly accomplished people are pretty lousy when it comes to understanding why they succeed or fail. The intuitive answer — that you are born predisposed to certain talents and lacking in others — is really just one small piece of the puzzle. In fact, decades of research on achievement suggests that successful people reach their goals not simply because of who they are, but more often because of what they do.

1. Get specific. When you set yourself a goal, try to be as specific as possible. “Lose 5 pounds” is a better goal than “lose some weight,” because it gives you a clear idea of what success looks like. Knowing exactly what you want to achieve keeps you motivated until you get there. Also, think about the specific actions that need to be taken to reach your goal. Just promising you’ll “eat less” or “sleep more” is too vague — be clear and precise. “I’ll be in bed by 10pm on weeknights” leaves no room for doubt about what you need to do, and whether or not you’ve actually done it.

2. Seize the moment to act on your goals. Given how busy most of us are, and how many goals we are juggling at once, it’s not surprising that we routinely miss opportunities to act on a goal because we simply fail to notice them. Did you really have no time to work out today? No chance at any point to return that phone call? Achieving your goal means grabbing hold of these opportunities before they slip through your fingers.

To seize the moment, decide when and where you will take each action you want to take, in advance. Again, be as specific as possible (e.g., “If it’s Monday, Wednesday, or Friday, I’ll work out for 30 minutes before work.”) Studies show that this kind of planning will help your brain to detect and seize the opportunity when it arises, increasing your chances of success by roughly 300%.

3. Know exactly how far you have left to go. Achieving any goal also requires honest and regular monitoring of your progress — if not by others, then by you yourself. If you don’t know how well you are doing, you can’t adjust your behavior or your strategies accordingly. Check your progress frequently — weekly, or even daily, depending on the goal.

4. Be a realistic optimist. When you are setting a goal, by all means engage in lots of positive thinking about how likely you are to achieve it. Believing in your ability to succeed is enormously helpful for creating and sustaining your motivation. But whatever you do, don’t underestimate how difficult it will be to reach your goal. Most goals worth achieving require time, planning, effort, and persistence. Studies show that thinking things will come to you easily and effortlessly leaves you ill-prepared for the journey ahead, and significantly increases the odds of failure.

5. Focus on getting better, rather than being good. Believing you have the ability to reach your goals is important, but so is believing you can get the ability. Many of us believe that our intelligence, our personality, and our physical aptitudes are fixed — that no matter what we do, we won’t improve. As a result, we focus on goals that are all about proving ourselves, rather than developing and acquiring new skills.

Fortunately, decades of research suggest that the belief in fixed ability is completely wrong — abilities of all kinds are profoundly malleable. Embracing the fact that you can change will allow you to make better choices, and reach your fullest potential. People whose goals are about getting better, rather than being good, take difficulty in stride, and appreciate the journey as much as the destination.

6. Have grit. Grit is a willingness to commit to long-term goals, and to persist in the face of difficulty. Studies show that gritty people obtain more education in their lifetime, and earn higher college GPAs. Grit predicts which cadets will stick out their first grueling year at West Point. In fact, grit even predicts which round contestants will make it to at the Scripps National Spelling Bee.

The good news is, if you aren’t particularly gritty now, there is something you can do about it. People who lack grit more often than not believe that they just don’t have the innate abilities successful people have. If that describes your own thinking …. well, there’s no way to put this nicely: you are wrong. As I mentioned earlier, effort, planning, persistence, and good strategies are what it really takes to succeed. Embracing this knowledge will not only help you see yourself and your goals more accurately, but also do wonders for your grit.

7. Build your willpower muscle. Your self-control “muscle” is just like the other muscles in your body — when it doesn’t get much exercise, it becomes weaker over time. But when you give it regular workouts by putting it to good use, it will grow stronger and stronger, and better able to help you successfully reach your goals.

To build willpower, take on a challenge that requires you to do something you’d honestly rather not do. Give up high-fat snacks, do 100 sit-ups a day, stand up straight when you catch yourself slouching, try to learn a new skill. When you find yourself wanting to give in, give up, or just not bother — don’t. Start with just one activity, and make a plan for how you will deal with troubles when they occur (“If I have a craving for a snack, I will eat one piece of fresh or three pieces of dried fruit.”) It will be hard in the beginning, but it will get easier, and that’s the whole point. As your strength grows, you can take on more challenges and step-up your self-control workout.

8. Don’t tempt fate. No matter how strong your willpower muscle becomes, it’s important to always respect the fact that it is limited, and if you overtax it you will temporarily run out of steam. Don’t try to take on two challenging tasks at once, if you can help it (like quitting smoking and dieting at the same time). And don’t put yourself in harm’s way — many people are overly-confident in their ability to resist temptation, and as a result they put themselves in situations where temptations abound. Successful people know not to make reaching a goal harder than it already is.

9. Focus on what you will do, not what you won’t do. Do you want to successfully lose weight, quit smoking, or put a lid on your bad temper? Then plan how you will replace bad habits with good ones, rather than focusing only on the bad habits themselves. Research on thought suppression (e.g., “Don’t think about white bears!”) has shown that trying to avoid a thought makes it even more active in your mind. The same holds true when it comes to behavior — by trying not to engage in a bad habit, our habits get strengthened rather than broken.If you want change your ways, ask yourself, What will I do instead? For example, if you are trying to gain control of your temper and stop flying off the handle, you might make a plan like “If I am starting to feel angry, then I will take three deep breaths to calm down.” By using deep breathing as a replacement for giving in to your anger, your bad habit will get worn away over time until it disappears completely.

10. Review and celebrate successes, even small ones. This is a discipline of regularly, say weekly, listing all the small steps you took that worked well or that you are pleased about. One problem with highly motivated people, in my experience, is that nothing they do is ever good enough, so they are always beating themselves for what they haven’t managed to get done yet, while they are actually getting a lot more done than most people. To avoid getting discouraged, I think it helps to rigorously list all the positive steps you have taken. We need a sense of making progress, not just a feeling that there is so much more to do.

It is my hope that, after reading about the ten things successful people do differently, you have gained some insight into all the things you have been doing right all along. Even more important, I hope are able to identify the mistakes that have derailed you, and use that knowledge to your advantage from now on. Remember, you don’t need to become a different person to become a more successful one. It’s never what you are, but what you do.

Heidi Grant Halvorson, Ph.D. is a motivational psychologist, and author of the new book Succeed: How We Can Reach Our Goals (Hudson Street Press, 2011).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Message for you !

Bem se calhar estas linhas vão ser lidas e já estarei a uns quantos km's de distância... e a morrer de saudades! São só 4 dias (ainda a mentalizar-me!)

Apaixonei-me por alguém que gosta de mim e que me assume, compreende-me mesmo em momentos de loucura (gargalhada). 
Apaixonei-me por alguém que me ajuda e que, de certa forma, me guia e dá apoio. 
Tem sido um sonho bom! 
Dizes-me que "te delicias" com atitudes e não apenas com palavras. 
 Apaixonei-me por alguém de quem neste momento sinto a falta. 
Preciso de ti a sorrir e tu precisas de mim, a sorrir. Agora sorri, porque eu estou a sorrir,  porque apaixonei-me, no verdadeiro sentido da palavra....

Por isso, não leves a mal se eu brincar todos os dias, se eu namorar todos os instantes, se eu beijar constantemente e nem se eu por tudo e por nada andar a sorrir. Não leves a mal se eu continuar a ignorar pessoas banais, pessoas que reclamam da vida que têm e não lutam para melhorá-la, não leves a mal... Mas aprendi que a vida passa rápido demais para eu parar no caminho para dar importância a coisas em importância !!

Tu és importante, és simplesmente apaixonante. Eu desejo-te a cada momento, a cada segundo que passa :

"O desejo floresce, a posse faz murchar todas as coisas."

E digo um até já ... 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Autocarro de emoções

E assim do nada entraste pela minha vida a dentro... assim do nada deixei-te entrar!
O autocarro veio e trouxe emoções, sensações e sentimentos inesperados. Trouxe conversas sem fim e um sem fim de inícios.
A leve sensação de te conhecer há tanto tempo...Coincidências despercebidas e desencontros perdidos no tempo que estavam mesmo ali, à nossa frente, mas andávamos em caminhos diferentes, lutas se calhar semelhantes ! Agora fazem parte de um começo. Juntas fizeram a nossa história acontecer.

Num processo de mudança, de alguma forma forçada, mas pretendida (sem dúvida), e rodeada de obstáculos criados por mim, conseguiste chegar até mim e sem grande esforço... Foi natural, diferente, especial. Dei-te... dei-me uma oportunidade ... Fui atrás desta vontade gigante de te conhecer e desta vez não recuei.
Vi-te ao longe e senti um nervosismo. Ouvi a tua voz e apaixonei-me. Discursaste e fiquei ainda mais apaixonada pela tua sapiência, inteligência, maturidade. Sorriste ... sorri... !

E agora? Agora não quero lagar-te. Quero fazer tanta coisa contigo, conhecer o teu mundo e quero dar-te a conhecer o meu. Quero dar, dar muito! Quero fazer-te feliz, quero que me faças feliz. Sim, quero aprender a cozinhar contigo e correr ao teu lado e fazer uma centena de outras coisas,e muitas tão simples... E não está a felicidade no mais simples de cada coisa?
Quero ser a tua musa, a tua paixão! É assustador, sim é, mas estou orgulhosa de mim, de ter arriscado. Quero continuar a correr este risco porque me faz tão bem!


"E mostra-me que sentes o mesmo que eu em relação ao dar...
E faz-me acreditar que também dás sem esperar nada em troca...
E faz-me acreditar que compreendes o quanto "só" receber é tão difícil..."




terça-feira, 18 de setembro de 2012

"Impossível é não Viver"

"Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho. 

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos. 

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram. 

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos. 

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz. " (José Luís Peixoto, in 'Abraço' )

Cansada do dia de trabalho. A um mês da minha viagem. A minutos da minha série  "Revenge" .  Sempre a correr, sempre em busca de algo... And:


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Helena Sacadura Cabral diz tudo !


"- Vivemos em democracia?
- Vivemos
- Os governantes foram legalmente eleitos?
- Foram
- Foi o povo que os escolheu?
- Foi
- Há dinheiro?
- Há. Mas mal distribuído
- Porquê?
- Porque o muito está nas mãos de poucos e o pouco está nas   mãos de muitos.
- E o desemprego?
- Tem vindo a aumentar
- E a Justiça?
- Demora muito
- E o deputados não fazem nada?
- Dizem que sim. Mas cada grupo toca a sua música e ninguém se entende
- E os velhos?
- Estão cada vez mais velhos
- E os novos?
- Nascem cada vez menos
- E o ensino?
- Sabe-se pouco
- Têm dívidas?
- Todos têm. O Estado porque gasta demais e não tem coragem de meter na ordem as PPP, a banca porque faz negócio com o dinheiro dos clientes e estes estão a diminuir, as famílias porque não têm dinheiro nem emprego e precisam de comer.
- Mas isso é democracia?
- Dizem que sim.
- Ah! Já sei, É a nova democracia. A do sofrimento!"

domingo, 9 de setembro de 2012

A horas dos 30... eu já...

Eu já corri 1 hora sem parar. Eu já te quis encostar à parede e não te deixar fugir. Eu já mandei à merda pessoas importantes. Eu já fui magoada a sério. Eu já não aceitei desculpas e já implorei que me desculpassem. Eu já me senti absolutamente feliz. Eu já me senti sem vontade de viver. Eu já li sinais que se calhar só eu via e achei que eram uma grande coisa. Eu já tive saudades que doem. EU já ri às gargalhadas com um filme e já chorei com um também. Eu já disse "nunca mais" e refiz o que não era suposto. Eu já revelei um segredo meu. Eu já me arrependi de não ter feito o que devia ter feito. Eu já me esqueci da minha morada. Eu já implorei para não ter uma aula e não tive mesmo. Eu já detestei história. Eu já corri à chuva. Eu já tive orgulho próprio. Eu já caí de bicicleta e esfolei-me toda! Eu já me senti "a outra". Eu já chorei por não aguentar ouvir uma música. Eu já me senti segura num braço, muitas vezes, eu já segurei vela (you know what i mean). Eu já tive uma apaixoneta por um monitor. Eu já perdi alguém que gostava muito. Eu já fiquei bêbeda e já fui má como as cobras. Eu já fui picada por uma abelha e já fiz figuras tristes num karaoke. Eu já me fingi de doente para não sair de casa. Eu já adormeci ao colo de uma pessoa... 

And so what? Is just what i am !



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A pensar em nada...

Enquanto a hora não chega para ir até Cascais e deixar-me embalar na música do David....




By Alvaro de Campos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

And now what ?

'
First stop Amesterdam, counting down !

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mais um texto maravilhoso, partilho!


"O auto do meu Amor

Se por amor perder os sonhos. Então que os perca. Porque reside em mim a boa ventura. Residem em mim os sonhos despertos. Se por tudo tiver de lutar, luto, sem medo e com crença, outras demências que não as minhas libertarei.
Tudo o que me prende não são mais do que os momentos de que preciso viver contigo.
Com isto fico feliz por ser eu!
Com a lua nova renascem as boas ideias revigoradas pela certeza da positividade que transportam, descobrem assim novos e secretos caminhos por vezes encantados por uma ternura desconhecida que acompanha a mente pelos sonhos singulares que nos arrebatam e não nos permitem desistir! Quiçá não fosse o amor uma verdade intransponível e não estaria eu a compreender sobre o que nos move, sobretudo quando nos sentimos assim despertos, revigorados.
O amor é um complexo estado de eleição, quer sentimental quer física, vence a mente pela companhia que faz na viagem, deslumbra os sentidos por ser puro e honesto. A travessia a que me proponho provavelmente não terá companhia porque o reflexo do sonho não vislumbra a virtude, compreender? Quero, creio e procuro um ideal que transpareça e crie, que seguramente será capaz de o explicar, preciso apenas que se torne mais simples. Dificilmente um ideal será algo simples ou pelo menos simples de interiorizar, terei portanto de o refletir e provavelmente deixar fluir acompanhado pela imagem de um rio que cria o próprio destino e encontra as fugas necessárias para conseguir chegar ao que se propõe.
Creio que a dificuldade de qualquer ser será o ponto de equilíbrio o estado onde mente, alma e corpo se complementam e se tornam unos, se por um lado tudo isto e difícil mas possível, porque raio teimamos em amar descuidadamente?
Será que não devíamos mesmo, cuidar de nós primeiro e depois dos outros? Sermos até um pouco egoístas hoje para dar melhor amanha?
Ou será que é isto que torna o amor um sentimento singular?
Há coisas que nunca vou entender, creio que entre elas estará definitivamente o Amor, de cada vez que o cito é como se estivesse sempre a alimentar um fogo, um fogo imenso que queima toda a lenha que se lhe possa deitar.
Acredito que seja o mais perto que possa chegar da loucura, desconfio mesmo que o Amor, transpareça ele da forma que se deseja ou indo mais pela normalidade e se revele puramente distraído ou inadvertidamente sentido, leva o ser humano a um estado superior de introspeção a uma outra forma de ser. Sente-se apenas uma leve brisa da vida real. O amor é intemporal não se resume á reciprocidade nem tão pouco é uma questão de vaidade.
È de verdade extraordinário o amor, quer pela ternura que empresta ao mundo quer pela maneira como de facto o torna um sítio melhor. 
Acredito que sou um felizardo em sentir as coisas como sinto em transportar em mim o que vivo e da forma que vivo, sinto de forma extraordinária e não tenho medo de compartilhar e partilhar o que sinto.
- Tens uma forma estranha de amar!- Disseram-me um dia, creio ter sido esse o catalisador desta necessidade em escrever sobre o amor. Descobri entretanto que o amor também é estranho, que o amor também é confuso.
Sendo que o problema cria a duvida por outro lado a dúvida resolve o problema, porque inicia a procura exalta á compreensão profunda do que se sente porque se sente e como se sente.
Eventualmente o primeiro e definitivo sintoma é uma forma de vazio, um desconforto que provoca um desalinho interior despejando no cérebro uma quantidade louca de estamina, que nos aumenta a resistência do pensamento, queremos mesmo compreender o porque deste arrepio no estomago, mas estamos definitivamente perante o Amor, estamos perante o que nos transforma o que nos desalinha e o que nos leva a outro estado da compreensão do mesmo.
Sentindo ficamos muito mais fortes, precisos e consistentes. A dificuldade é mesmo explicar, mas talvez por isso mesmo não seja possível, e seja diferente para todos. 
A constatação de que estamos apaixonados é desde que me lembro das melhores coisas que pude sentir, é por demais evidente que a reciprocidade do mesmo é fundamental para a exponenciação do sentido e do facto humano.
Nascemos para amar!
Nascemos do Amor! 
Somos singularidade no Ato!
Crescemos com tudo isto.
Lembro o meu primeiro amor e o que despertou em mim, foi o início da pessoa que sou, a ternura que consigo desvendar dentro de mim e a maneira como transporto os sentimentos para a minha vida teve início nesse preciso momento ainda me lembro bem desse arrepio. Era Agosto e percebi que não era calor que sentia, dentro de mim uma enorme ternura e uma inesgotável vontade por esse alguém apoderou-se da voz e apenas consegui soltar um olá tímido e irrequieto, que foi entendido da maneira que era sentido pela pessoa que o recebeu, e foi assim que começou a minha cruzada pelos sentidos.
Mas o amor é estranho traduz os reflexos, a contradição, a ternura, o desassossego, os sentidos, a perceção, a que chama-mos tudo isto que desejamos sentir no coração ? 
Tudo isto existe porque não é sentido, é adquirido ! 
O amor é adquirido. È o resultado de um reflexo ! 
Nunca duvidei daquilo que sinto, do que senti ou quero sentir, nem tão pouco me perguntei se era racional, assumo, que se me faz duvidar faz-me racionalizar, mas também entendo que é puro, existe, está aqui !
O amor não é contradição ! O Amor é uma certeza absoluta, uma fórmula inalterável !
Palavra ! Dentro de nós se não o sentirmos assim não existe, é loucura.
O amor esconde-se na alma, a alma busca sempre a companhia, nenhuma alma deve ser singular embora assim sinta a minha eu não sou deste tempo sou de outro provavelmente vindouro já quase ninguém distingue o amor."