segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

2012


Balanço do Ano ?

Desemprego;
Desilusões e mentiras;
Portas fechadas... e Portas que se abrem;
Amizades que renascem, outras que desaparecem e ainda as que surgem;
Relações ... ou ralações?  
Auto-estima: desconheço ainda!
Amor: aqui e ali, em situações, em gestos, em pessoas;
Parceiro: não sou fácil de aturar, eu própria não me aturo!
Jogo: continua o “toque e foge” ou o “se calhar agora já não me apetece”
Doença: o passado está a voltar...não posso deixar que se torne o presente!
Cumplicidade: a minha irmã;
Sonho: todos os dias... Pesadelos algumas horas;
Decisões e indecisões: o prato do dia e serve-se frio!
Amesterdão: ida de sonho, regresso inesperado!
“És uma excelente pessoa, há poucas como tu” : a frase que agradeço que não me voltem a dedicar!
Arrependimento: sim, sem dúvida!
Risco: sim, também, alguns bem valeram a pena, mesmo que sem sucesso;
Felicidade: oh sim, vou sendo feliz enquanto tento encontrar-te;
Criança: cada vez mais... devia ganhar juízo!
Saudades: muitas

O meu balanço continua a ser positivo. De tudo o que correu mal, tirei uma lição; de tudo o que correu bem, ganhei forças !


Apetece-te ? Faz, vai atrás, corre para : é o meu projecto para 2013 !



Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espectáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis. (Fernando Pessoa)

P.S. Sim, ainda faltam uns dias para 2013, mas era agora a hora certa, pressenti ... 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um sorriso nos lábios e ninguém vê a cor do coração!


"Eu vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
e no seu lugar
vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
da minha pele
Tirar seu cheiro
dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
do meu pensamento
sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
a qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu decidi ficar !


"havia duas maneiras de partir: 
uma era ir embora, 
outra era enlouquecer"

Mia Couto




Eu decidi ficar.  Adeus Madrid!

Um mês desgastante: entrevista uma vez por semana com uma troca constante de “chip” linguístico e de entrevistadores; de coração partido, mas com força para seguir em frente (ou um pretexto para esquecer tudo o resto), acabou com uma ida à cidade espanhola para a derradeira prova final.

Quis o destino (chamemos assim) que o contrato não me fosse apresentado nesse dia, nessa hora; não assinei então o meu “passaporte de ida com regresso indefinido”!

Quis o destino (chamemos assim) que na manhã da entrevista final tivesse um email na minha caixa de correio, aquele “email”, aquela “convocatória” que sempre tive esperança de receber um dia. E agora ?!
Regresso a Lisboa com o tal email na cabeça. Ainda sem contrato assinado, mas com a certeza que daqui a uns dias estaria a trabalhar : Que fazer? E agora? Mais uma decisão a tomar... Passo a vida nisto: tudo ou nada!

A esta hora já estaria a fazer as malas, a encaixotar um sem fim de “tralhas”.  A esta hora já teria a papelada pronta e uma casa pronta a ser ocupada por outra pessoa, conhecida, desconhecida, não sei, alguém! Mas não, não foi essa a minha decisão! Decidi ficar, decidi não partir!

Foram uns dias complicados, de alguma “apatia”. Não me lembro muito bem do que andei a fazer, do que disse em algumas situações, sem qualquer atenção... Longe de tudo apenas!
Doía-me, um sentimento que andava perdido e que desconhecia. Queria falar, mas não sabia bem o quê; queria escrever, sem saber bem o quê e o porquê, escrevia apenas umas quantas linhas para dar trabalho à minha desatenção. Bastava ter um papel branco para rabiscar qualquer coisa, em forma de palavras, frases ou simplesmente em forma de uns traços, fazendo lembrar alguém que tinha acabado de passar pela frente... e dava-me por satisfeita !

E a decisão foi tomada. E pergunto: E agora ?