Dou comigo a fechar os olhos, a sentir, o arrepio, a
saborear, como se estivesse a viver tudo de novo, naquele momento, naquele preciso momento... E
porquê? Porquê esta saudade do que poderia ter acontecido e não aconteceu? Ou
aconteceu? Aconteceu sim, e tenho ânsia de coisas impossíveis, e sou
insatisfeita, não estou satisfeita com a simples existência do mundo. E desejo
o que poderia ter sido... Aiiiii estes sentimentos que, por vezes, doem, mas
por vezes me fazem sorrir e, maioritariamente, me fazem confundir...Um caos de
uma série de coisas nenhumas!
Acordo. Adormeço. Volto a acordar. E esta cabeça que não
pára de pensar. O sol acorda lá fora e eu acordo também, mas já não estás a
olhar para mim, e eu já não posso olhar para ti... “Pula da cama miúda, tens um
mundo lá fora à tua espera”. Corro e corro, sinto o calor do sol ou a chuva a
escorregar pela cara. E é bom! Sabe bem, mesmo quando depois do duche quente e
rápido, me sento à frente do PC e volto à realidade... Respiro fundo, a música
começa a tocar e respiro bem fundo!
“Como havia eu de imaginar que tu eras feito à
medida do meu próprio corpo?”
Os dias voltaram a ser preenchidos e alguma esperança vem ao
meu encontro. O que me reservarão os próximos dias? E lá vens tu, fecho os
olhos e sinto o arrepio de novo, o abraço forte...E respiro fundo...
“E afinal de
contas, não admirei sempre aqueles que batem com a porta e se vão embora?” E no fim, apenas peço para ter
existido...

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