"Gosto do arrepio da tua língua na minha nuca
gosto que me digas "quero mais" quando creio já te ter dado tudo
gosto das palavras obscenas que inventamos juntos, feitas de restos de barcos e impérios, lodos e dolos do nosso passado comum estoirado pelas costuras.
gosto de imaginar-te mais perto
de olhos fechados
captar-te todos os traços como se da última fotografia de todos os rolos existentes no planeta se tratasse e, ao teu ouvido, interromper o silêncio ensurdecedor da noite com palavras ainda por inventar
ouvir-te a respiração descompassada que se segue
sentir que nada mais importa (...) "

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